"Acredito que essa tristeza me alimenta para ser quem sou, para ter a sensibilidade que me permite escrever o que escrevo. Sei que vai passar. E, ao mesmo tempo, sei quer nunca vai passar. Aprendi a viver com isso." Mirian Goldenberg em entrevista à Revista TPM, de outubro de 2011. (Ano 10, nº 114).
terça-feira, 12 de junho de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Falava muito bem das coisas que tinha ouvido falar. Se aventurava por conhecimentos diversos e sempre opinava com disfarçada humildade. Alguns muitos sabiam que ali morava o grande senso comum. Mas como culpar um sujeito desse por sua constituição? Simples. Agregar conhecimento por osmose é o caminho pra se chegar nestes níveis. Enfim, andou. Correu mundo, conheceu os quatro cantos e outros dois polos diferentes, fonte dos maiores embates entre as teorias socialistas e liberalistas. Experimentou a riqueza e a pobreza. Pra pagar de humilde, bradava aos quatro ventos que a dificuldade melhorava caráter. Mas no fundo, dos que apercebiam a real sintonia, sabiam que o melhor mesmo é optar pelo conforto. Mas era virtuoso ao construir bonecos. Era primado e sempre consultado quanto a isso e, no correr dos dias, foi estudando e, pelo menos nessa área, agregou determinado conhecimento. É claro que estamos tratando do conhecimento formal e necessário às pessoas que querem ter domínio de algo em vias acadêmicas.
No mais, continuava a dar pitaco cheios de dogmatismo na vida das pessoas, além, é claro, de comentar notícias com sua melhor característica: o senso comum. De veras usava, como todos usam, "necessariamente" como inverso do que não pode ser o contrário bem como "possibilidade" como contingência. Continuava a falar com propriedade das coisas que ouvia das pessoas que estudaram e que de fato formavam opiniões.
É claro que esse jeito de estar no mundo é partilhado por muitos construtores de outras artes. E que seja.
E onde está agora? Certamente aprendendo por osmose e continuando sua existência. No canto, apenas existindo. Existindo apenas. Apenas.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Sobre nós e nossas idades
Já dizia a primeira afirmação filosófica e sua preocupação universalista: "Tudo é água". Tudo é água e tempo. Bom, sempre pasmo diante às constatações da vida, sempre correndo de um lado ao outro sem saber sem nem um pingo de certeza onde vai parar tudo isso, destaco aqui o discurso primoroso da personagem de Nicette Bruno ao final da novela "A vida da gente". "Às vezes, suas lições são tão repentinas que quase nos afogam. Outras vezes, elas se depositam devagar, como a conta-gotas, diante da avidez de nossas perguntas. E, por isso, quem teve o privilégio de viver muito tempo [...], aprende a olhar com serenidade o turbilhão da vida. Amores ardentes se extinguem, urgências se acalmam, passos ágeis ralentam, enfim, tudo muda. Muda o amor, mudam as pessoas, muda a família... Só o tempo permanece do mesmo modo. Sempre passando..." É claro, e vou usar outra citação, "falta um tanto ainda, eu sei, pra você correr macio como zune um novo sedã". As perguntas nunca se calarão, a metafísica barata também. Toda a sorte de acontecimentos atônitos vão me deixar ainda mais perplexo para além da mera convenção humana de condicionar o tempo em algumas unidades de medida. "Toda lembrança é uma forma de velhice" como já disse o Grande Sertão. E Hume encerra a máxima primorosa, na qual "a experiência é o grande guia da vida humana". Para além de tic-tacs. Muito se diz acerca da memória dos gatos, sendo que uns colocam-na com validade certa: 6 segundos. Outros, com 10 minutos chegando até em 16 horas. Mas certa mesma é a memória. Independente da sua duração. Pois toda ela, é uma forma de velhice.
domingo, 4 de março de 2012
Num domingo de quermesse...
Milena O'Hara - Funk do Afronto (Bixa Xoxota)
Esse funk é pra você que é uma bixa que é xoxota
Você que vai pro baile só pra dar close
Você que já chega se sentindo
Mas sempre temuma bixa Uó pra te tirar
Você olha pra bixa, a bixa olha pra você
Você já começa a ficar tipo: sem paciência com a gay
A gay joga cabelo pra você
Você dá close de travesti
A gay olha e fala: "Meu cu, você tá loca!"
Você já começa a querer pegar o que tiver na frente pra atacar a gay
Se não tem nada, você já vai tacando seu corpo
Se a gay caiu, você bate nela. Muito nela.
Arrebenta a cara dela.
Toma cuidado pra bixa não bater em você, por que daí é uó... Bem uó.
Quando a bixa bate mais em você é mais uó ainda
Bom... Se ela te bateu, agora você levanta, começa a dançar.
Finge que não aconteceu nada, que a maquiagem tá do mesmo jeito.
Você não vai deixar isso barato! Gruda ela, bate nela, arrebenta a cara dela
Bate mais nela!
Deixa a gueixa caída no chão
Caiu? Agora você sai vazada.
Bom março!
Esse funk é pra você que é uma bixa que é xoxota
Você que vai pro baile só pra dar close
Você que já chega se sentindo
Mas sempre temuma bixa Uó pra te tirar
Você olha pra bixa, a bixa olha pra você
Você já começa a ficar tipo: sem paciência com a gay
A gay joga cabelo pra você
Você dá close de travesti
A gay olha e fala: "Meu cu, você tá loca!"
Você já começa a querer pegar o que tiver na frente pra atacar a gay
Se não tem nada, você já vai tacando seu corpo
Se a gay caiu, você bate nela. Muito nela.
Arrebenta a cara dela.
Toma cuidado pra bixa não bater em você, por que daí é uó... Bem uó.
Quando a bixa bate mais em você é mais uó ainda
Bom... Se ela te bateu, agora você levanta, começa a dançar.
Finge que não aconteceu nada, que a maquiagem tá do mesmo jeito.
Você não vai deixar isso barato! Gruda ela, bate nela, arrebenta a cara dela
Bate mais nela!
Deixa a gueixa caída no chão
Caiu? Agora você sai vazada.
Bom março!
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Tá doendo
O mundo todo correndo
As pessoas de um lado pro outro
E eu escrevendo
Pois tá doendo
A moça do shake
O infinity
O motor hatch
O ibuprofeno
Tá doendo
A área serrana está plana
O homem em Paris, só que cromaqui
Os anos tendo 360 dias
Estou sendo
E tá doendo.
Bãcets de gengiva que sempre inflama
As pessoas de um lado pro outro
E eu escrevendo
Pois tá doendo
A moça do shake
O infinity
O motor hatch
O ibuprofeno
Tá doendo
A área serrana está plana
O homem em Paris, só que cromaqui
Os anos tendo 360 dias
Estou sendo
E tá doendo.
Bãcets de gengiva que sempre inflama
domingo, 22 de janeiro de 2012
Tô saindo fora.
Bom dia a todos em 2012. Eu já achei mais interessante escrever em blogs, mantive um por uns dois anos e até foi bastante lido pros moldes de corte de uma pessoa não "bookada" no mundo virtual. Isso foi só ma justificativa por deixar esse blog às moscas.
A vida passa correndo demais e com o advento de um Clio na minha vida, eu não tenho tido muito tempo pras digressões pouco interessantes que quase ninguém lê. (Outra justificativa).
Mas enfim, andei. A vida passa correndo demais. O que era um grande laço, se corta e cada qual vai pro seu cada lado. Além do mais, tava na hora. Eu sinceramente acho. Sem mais.
Outra coisa é toda a história da mudança. A conformidade é que o ano muda e as energias que estavam atravancadas mudam também. Por isso a justificativa. Parece que tudo vai andar e quem não tem a capacidade de marcar seu passo conosco fica no caminho. E antes fosse limitação física, mas nesse caso, é mais limitação metafísica. (ou não). Enfim, o ano corre. A loteria corre hoje e estamos pra ser premiados.
Bom 2012 e, se o mundo acabar,
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
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