Mais um blog sobre mais uma pessoa nesse mais um mundo possível.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
De nós e da nossa necessidade de andar: pois a vida passa correndo.
Saímos do eixo que, às vezes, é muito bom. Porém, ah, porém...
Se sair do eixo e voltar pra ele da mesma forma, a garantia é uma: todos andaram.
Andaram e você ficou. E não adiante querer que os outros voltem, pois a vida anda correndo.
Voa.
domingo, 5 de agosto de 2012
Tô aqui bêbado e assistindo ao Faustão, neste que é o dia mais nostálgico do mundo.
E é uma certeza que aparece enquanto meu irmão está vestido com a calça ao contrário e com sua agitação de sempre...
Não existe mais metafísica senão chocolates.
"Acredito que essa tristeza me alimenta para ser quem sou, para ter a sensibilidade que me permite escrever o que escrevo. Sei que vai passar. E, ao mesmo tempo, sei quer nunca vai passar. Aprendi a viver com isso." Mirian Goldenberg em entrevista à Revista TPM, de outubro de 2011. (Ano 10, nº 114).
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Falava muito bem das coisas que tinha ouvido falar. Se aventurava por conhecimentos diversos e sempre opinava com disfarçada humildade. Alguns muitos sabiam que ali morava o grande senso comum. Mas como culpar um sujeito desse por sua constituição? Simples. Agregar conhecimento por osmose é o caminho pra se chegar nestes níveis. Enfim, andou. Correu mundo, conheceu os quatro cantos e outros dois polos diferentes, fonte dos maiores embates entre as teorias socialistas e liberalistas. Experimentou a riqueza e a pobreza. Pra pagar de humilde, bradava aos quatro ventos que a dificuldade melhorava caráter. Mas no fundo, dos que apercebiam a real sintonia, sabiam que o melhor mesmo é optar pelo conforto. Mas era virtuoso ao construir bonecos. Era primado e sempre consultado quanto a isso e, no correr dos dias, foi estudando e, pelo menos nessa área, agregou determinado conhecimento. É claro que estamos tratando do conhecimento formal e necessário às pessoas que querem ter domínio de algo em vias acadêmicas.
No mais, continuava a dar pitaco cheios de dogmatismo na vida das pessoas, além, é claro, de comentar notícias com sua melhor característica: o senso comum. De veras usava, como todos usam, "necessariamente" como inverso do que não pode ser o contrário bem como "possibilidade" como contingência. Continuava a falar com propriedade das coisas que ouvia das pessoas que estudaram e que de fato formavam opiniões.
É claro que esse jeito de estar no mundo é partilhado por muitos construtores de outras artes. E que seja.
E onde está agora? Certamente aprendendo por osmose e continuando sua existência. No canto, apenas existindo. Existindo apenas. Apenas.
Já dizia a primeira afirmação filosófica e sua preocupação universalista: "Tudo é água". Tudo é água e tempo. Bom, sempre pasmo diante às constatações da vida, sempre correndo de um lado ao outro sem saber sem nem um pingo de certeza onde vai parar tudo isso, destaco aqui o discurso primoroso da personagem de Nicette Bruno ao final da novela "A vida da gente". "Às vezes, suas lições são tão repentinas que quase nos afogam. Outras vezes, elas se depositam devagar, como a conta-gotas, diante da avidez de nossas perguntas. E, por isso, quem teve o privilégio de viver muito tempo [...], aprende a olhar com serenidade o turbilhão da vida. Amores ardentes se extinguem, urgências se acalmam, passos ágeis ralentam, enfim, tudo muda. Muda o amor, mudam as pessoas, muda a família... Só o tempo permanece do mesmo modo. Sempre passando..." É claro, e vou usar outra citação, "falta um tanto ainda, eu sei, pra você correr macio como zune um novo sedã". As perguntas nunca se calarão, a metafísica barata também. Toda a sorte de acontecimentos atônitos vão me deixar ainda mais perplexo para além da mera convenção humana de condicionar o tempo em algumas unidades de medida. "Toda lembrança é uma forma de velhice" como já disse o Grande Sertão. E Hume encerra a máxima primorosa, na qual "a experiência é o grande guia da vida humana". Para além de tic-tacs. Muito se diz acerca da memória dos gatos, sendo que uns colocam-na com validade certa: 6 segundos. Outros, com 10 minutos chegando até em 16 horas. Mas certa mesma é a memória. Independente da sua duração. Pois toda ela, é uma forma de velhice.
Esse funk é pra você que é uma bixa que é xoxota
Você que vai pro baile só pra dar close
Você que já chega se sentindo
Mas sempre temuma bixa Uó pra te tirar
Você olha pra bixa, a bixa olha pra você
Você já começa a ficar tipo: sem paciência com a gay
A gay joga cabelo pra você
Você dá close de travesti
A gay olha e fala: "Meu cu, você tá loca!"
Você já começa a querer pegar o que tiver na frente pra atacar a gay
Se não tem nada, você já vai tacando seu corpo
Se a gay caiu, você bate nela. Muito nela.
Arrebenta a cara dela.
Toma cuidado pra bixa não bater em você, por que daí é uó... Bem uó.
Quando a bixa bate mais em você é mais uó ainda
Bom... Se ela te bateu, agora você levanta, começa a dançar.
Finge que não aconteceu nada, que a maquiagem tá do mesmo jeito.
Você não vai deixar isso barato! Gruda ela, bate nela, arrebenta a cara dela
Bate mais nela!
Deixa a gueixa caída no chão
Caiu? Agora você sai vazada.